Em uma democracia justa, todo poder deveria emanar do povo,
pelo povo e para o povo, principalmente através dos representantes escolhidos no
processo eleitoral e responsáveis pela elaboração das nossas leis. Infelizmente,
a realidade no nosso Estado está longe da que merecemos por direito.
A distorção da democracia se inicia justamente no processo
eleitoral, onde a maioria dos candidatos faz uso de dinheiro público ou de origem
escusa em busca da eleição. Os salários dos cargos a que se candidatam não
justificam os gastos de campanha. Depois das eleições, tudo que é investido
pelos partidos e seus financiadores é retirado em dobro dos cofres públicos
através de licitações fraudulentas, obras fantasmas, uso abusivo e
indiscriminado dos cartões corporativos, verbas de gabinete e cargos de
confiança.
O dinheiro que deveria ser investido em Educação, Saúde,
Saneamento, Segurança, Transporte Público e Urbanização, é gasto em projetos
mirabolantes que quando saem do papel não trazem benefícios que os justifiquem.
Todas as “realizações” dos Governos são apenas formas de desviar grandes
quantidades de verbas públicas para a manutenção desse podre sistema que
atravanca o crescimento do nosso Estado há décadas.
O que precisamos é de uma política pública séria, que busque
minimizar o estado de abandono em que se encontra nossa capital e
principalmente os municípios do interior. Nós não precisamos de pontes
bilionárias ou arenas monumentais. Precisamos de saneamento básico, ensino e
transporte público de qualidade aceitável. O que nós queremos são professores,
médicos e policiais valorizados, escolas, hospitais e delegacias bem equipadas.
Chega de obras superfaturadas, obras fantasmas, empreiteiras
em nome de laranjas. Chega da compra de votos, de tirar proveito da miséria da
população a fim de mantê-la ignorante. Chega de censura e intimidação dos
eleitores, de controle da mídia e do aparelhamento das instituições
fiscalizadoras.
É um absurdo que juízes sejam “punidos” com aposentadoria
compulsória, que candidatos eleitos sabidamente pela compra de votos, abuso do
poder econômico e utilização indevida de concessões públicas, tomem posse e
cumpram seus mandatos sem qualquer incômodo. É um absurdo o que se gasta com
cartões corporativos, verbas indenizatórias e auxílios esdrúxulos. É um absurdo
o aumento abusivo dos salários e benefícios dos parlamentares, aprovados por
eles mesmos sem qualquer constrangimento.
E tudo isso feito dentro da Lei.
Não podemos mais nos calar diante do que acontece diariamente
nos bastidores da política amazonense. Se nossos deputados e vereadores não
cumprem o papel de fiscalizar o poder executivo e, pelo contrário, participam
vorazmente dos saques ao erário, cabe a nós, cidadãos amazonenses, exigir que o
maltratado povo do nosso Estado seja respeitado pela classe política.
Reaja, amazonense. Pela sua família, pelo nosso povo, pela
nossa terra.
Enquanto político for sinônimo de solialite e o voto for obrigatório, não vai ter jeito não.
ResponderExcluirEu geralmente não comento isso com essas palavras, mas ao meu ver, a democracia está morta. Eu acredito piamente que o povo só estará no controle novamente no dia em que as cabeças dos reis e rainhas rolarem tal qual 1789.
ResponderExcluirMuito radical?
Sabe o que é pior? Você diz asssim: "Nós não precisamos de pontes bilionárias ou arenas monumentais."
ResponderExcluirO pior é que deixamos a coisa acontecer, no caso uma ponte bilionária, sair do papel, para então nos acomodarmos com uma justificativa: "Agora que entrou deixa! Vamos ver o que podemos aproveitar dessa ponte."
Nada disso! Não precisamos esperar o ladrão arrombar nossa casa pra colocarmos cadeado. Mas TODOS nossos atuais políticos estão acostumados com isso. Latem, latem, latem! Mas como todo cão que ladra, este não mordem nem a comida deles.
O jovem quer mudança, mas além de todos esses fatores que impedem o jovem de atuar efetivamente nessa mudança existe também o medo de combater algo tão grande, de falar, de questionar, de pedir satisfações dos políticos de como está sendo aplicado o dinheiro público. Na minha opinião esse é um fator importante que deve ser trabalhado, eu sei que a união faz a força mas a FORÇA também destroi a União e ultimamente é o que mais tem acontecido.
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